Planejamento estratégico: o que é e como fazer

Postado em 13 de maio de 2022 | por
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O planejamento estratégico é uma ferramenta de gestão fundamental para qualquer empresa, porque ele auxilia na tomada de decisões, tornando-as mais assertivas e ágeis. Assim, o planejamento é um processo sistêmico, que direciona as ações, com base nas metas e objetivos preestabelecidos, construindo o caminho mais eficiente para alcançá-los. E também é um processo dinâmico, passível de adaptações sempre que o cenário ou planos mudarem.

No entanto, o processo de planejar precisa considerar muitas variáveis. Por exemplo, os recursos disponíveis, tanto em relação à estrutura quanto em relação à equipe, e  da circunstância em que é feito (fatores econômicos e sociais, por exemplo). Por fim, é necessário também prever as ferramentas de avaliação e monitoramento. Elas permitirão acompanhar o desenvolvimento desse planejamento, corrigir as falhas que surgirem ao longo do processo e minimizar os erros.

Importante lembrar que o planejamento estratégico abrange toda a empresa. Ele é a base e fundamento de todos os demais planejamentos, por exemplo, o tático – que envolve uma área específica – e o operacional. Mas apesar de envolver todos os setores da empresa, o planejamento estratégico exige a participação ativa de quatro áreas principais: marketing, operacional, financeiro e recursos humanos.

Por que fazer um planejamento estratégico?

Além de tudo o que já foi dito por aqui, o planejamento estratégico também serve para você traçar uma linha de crescimento para sua empresa, identificando onde você está, aonde quer chegar e como fazer esse caminho.

O planejamento estratégico te permite enxergar com clareza o seu negócio e projetar suas ambições de forma resolutiva. Assim, você poderá avaliar quais são as melhores opções para alcançar os resultados esperados.

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Entenda o que é estratégia

Antes de pensar em planejamento estratégico, é necessário compreender o significado da palavra estratégia. O Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas traz um conceito interessante, definindo estratégia como o “conjunto dos grandes propósitos, dos objetivos, metas, políticas e planos para concretizar uma situação futura desejada, considerando as oportunidades do ambiente e os recursos da organização.

Então, a estratégia é a forma, o caminho que a empresa escolhe seguir para alcançar seus objetivos. Ou seja, a estratégia está relacionada com o planejamento, com a execução e com o controle. Envolve todas as áreas internas da empresa, a exemplo de recursos humanos, financeiro, comunicação e operacional. Por meio dela, a empresa cria a sua vantagem competitiva e consegue se diferenciar dentro do seu segmento de atuação e perante os seus concorrentes.

O desenvolvimento da estratégia requer que o gestor leve em consideração fatores diversos. Dentre eles, a definição clara da ordem de prioridades dos objetivos; a coleta e análise dos indicadores de desempenho; o acompanhamento da sua implementação; a gestão da comunicação, para manter os alinhamentos; e o monitoramento da sua execução. A estratégia, portanto, deve estar alinhada com a geração de valor, com o atendimento adequado e eficiente às necessidades dos clientes.

E o que é o planejamento?

Agora que você já conseguiu entender o que é estratégia, fica mais fácil de compreender o planejamento. Porque ele nada mais é do que um processo de organização de ações. Por meio do planejamento se estabelecem os planos de ação e os objetivos almejados com eles. Ele direciona e unifica o olhar dos colaboradores da empresa sobre onde e como se quer chegar a um objetivo.

Além disso, o planejamento motiva e permite que as pessoas mantenham o foco nas ações certeiras e incentiva a proatividade. Apenas com o planejamento é possível mensurar os resultados e controlar o desempenho, para quem busca compreender todo o processo e identificar suas fragilidades. E, o mais importante, o planejamento fornece dados e informações para nortear a tomada de decisões.

Juntando esses dois conceitos é possível dizer que o planejamento estratégico é a base de uma gestão direcionada a resultados.

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As etapas e elementos do planejamento estratégico

Para realizar o planejamento estratégico é preciso seguir algumas etapas, a fim de que ele fique satisfatório e completo.

Análise do cenário interno e externo

Antes de qualquer planejamento, o gestor precisa entender o momento em que a empresa vive. Isso significa olhar com atenção para o ambiente interno da empresa e também para o exterior. Assim, será possível avaliar as oportunidades disponíveis e as ameças.

Portanto, a análise deve começar internamente. Qual o posicionamento da empresa no mercado hoje? Quais suas principais características? Como anda a qualidade de seu produto/serviço? Como anda a sua situação financeira? Quais os recursos humanos disponíveis hoje? Como está a estrutura física e operacional? São algumas das perguntas que devem ser respondidas nessa análise.

Por outro lado, a análise externa engloba todo o contexto político, econômico e social, além de integrar as questões relativas ao mercado consumidor e aos fornecedores. Ou seja, é necessário responder quais as possibilidades de crescimento do público consumidor; qual a resposta desse público ao produto/serviço; se dá para avançar em relação às matérias-primas; etc.

Designação das diretrizes da empresa é primordial no planejamento estratégico

O planejamento estratégico existe para conduzir a empresa até aonde ela quer chegar. Porém, ela precisa saber exatamente que lugar é esse. Assim, é na etapa de definição de diretrizes que os gestores devem construir o que a empresa quer se tornar. É fundamental definir ou revisitar os conceitos de missão, visão, valores e objetivos nessa etapa.

O gestor deve conhecer quais são os pontos fortes e quais os pontos fracos do negócio, pois a clareza dessa compreensão possibilita a definição de metas e objetivos palpáveis. Se a meta for algo fácil demais, ela desanima, mas se ela for difícil demais, ela frustra. Por isso, caracterizar as diretrizes da empresa com precisão e clareza faz toda a diferença.

•    Missão

A missão está associada à razão de ser da empresa, ao seu propósito maior. A missão agrega o valor social às intenções comerciais da empresa. Ela deve ser específica para a sua empresa, individualizada, direcionada. Simultaneamente, deve representar sua empresa mesmo com o passar dos anos.

A missão precisa ter vida longa, motivo pelo qual não deve estar focada apenas no objeto do seu negócio. Não é porque você comercializa o produto X que sua missão precisa mencioná-lo. Construir a missão requer pensar fora da caixa, de maneira ampla, mas personalizada. Ou seja, o seu produto/serviço precisa estar conectado com sua missão, não descrito nela.

•    Visão

A visão de uma empresa está conectada com aquilo que ela deseja realizar e o que quer se tornar ao longo do tempo. É uma projeção de onde ela quer chegar, a partir das oportunidades, tendências de mercado, a forma de satisfazer os desejos e resolver os problemas do seu mercado consumidor.

Para chegar à visão, é importante ter clareza sobre o objetivo da empresa, sobre sua motivação, sobre aquilo que deseja resolver no mundo e sobre suas ambições. Quanto mais clara for a visão de uma empresa, mais fácil construir o seu planejamento. A visão da empresa não precisa ser rebuscada, nem longa. Ela pode ser sucinta, direta, desde que seja clara na ideia e no propósito.

•    Objetivos

Você precisa ter uma visão objetiva dos resultados que pretende alcançar e do tempo que pretende investir para chegar a esses resultados. Sem um destino a chegar, não há como direcionar o barco. Assim funciona também com a empresa, sem metas, você dificilmente conseguirá avançar. Antes de traçar o caminho, você precisa saber exatamente o que quer conquistar.  

•    Valores

Por fim, chegamos aos valores. Eles devem descrever as condutas e comportamentos que nortearão as atividades de sua empresa. Ou seja, o percurso da sua empresa deve ser direcionado ao cumprimento de seus valores. A partir destes valores, que sua missão e visão serão cumpridas. Assim, os valores que você descrever devem coadunar com os valores praticados na sua empresa. Não adianta colocar condutas no papel que não se refletem na prática. É preciso que teoria e prática estejam em sintonia.

Concepção das estratégias

Essa etapa diz respeito à escolha das estratégias que serão utilizadas para alcançar os objetivos traçados. Ou seja, nesta etapa é preciso determinar um caminho eficiente em busca das metas e objetivos traçados previamente. Para tanto, é possível lançar mão de algumas ferramentas disponíveis no mercado, como a análise SWOT, setorial e de cenários, que veremos em detalhes mais à frente.

Implementação das estratégias

Depois que as estratégias são traçadas, é hora de colocá-las em prática. Esta etapa é responsável por tirar do papel as ideias, transformando-as em ações. Não adianta fazer um planejamento estratégico completo e bem formulado, se a empresa não colocar esse projeto em andamento. Portanto, a fase de implementação é a que faz a empresa dar o start.

Então, é preciso verificar a necessidade de promover algum tipo de adaptação interna. Ou seja, avaliar quais mudanças são importantes instituir, para que o projeto funcione bem. Também nesta etapa é fundamental estudar o comportamento e a cultura organizacional, para que as estratégias sejam implementadas com eficiência pelos atores envolvidos.

Assim, é fundamental avaliar se os agentes envolvidos nas estratégias estão aptos a conduzi-las, se possuem o conhecimento necessário para implementá-las. E mais, se a cultura organizacional da empresa está estruturada de forma a permitir que a estratégia seja efetivada. Porque, se não for assim, dificilmente os objetivos serão concretizados.

Quando se fala em implementar estratégias, isso move com todo o ambiente empresarial. Normalmente, novas estratégias exigem mudanças de posturas e comportamentos. Os gestores precisam encabeçar esse processo não apenas orientando os seus colaboradores, mas também atuando como exemplo para eles.

Controle e monitoramento servem para avaliar a efetividade do planejamento estratégico

Chegamos então à última fase do ciclo do planejamento estratégico. Após a implementação das estratégias, você precisa verificar se elas estão sendo eficientes. Dessa forma, você precisa se valer do acompanhamento do processo, monitorando as ações e avaliando os resultados alcançados com elas.

A etapa de controle engloba o levantamento e análise dos dados, avaliação de resultados. Neste momento é que possíveis ajustes são identificados e implementados, para que todo o processo do planejamento estratégico funcione bem.

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Que análises posso fazer dentro de um planejamento estratégico?

Conhecer a teoria é o passo inicial, para você aplicar a prática. Então, agora que você já teve acesso aos conceitos principais sobre planejamento estratégico, vamos a um pouco de prática, começando por alguns tipos de análises que você deve adotar no seu processo. Aqui te daremos três exemplos.

Análise SWOT

Vamos começar pelo significado da sigla, pois ela diz muito sobre a ferramenta. Então temos que SWOT na verdade é Strenght (forças), Weakness (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats. A partir do uso da ferramenta SWOT – ou FOFA em português -, a empresa consegue vislumbrar melhor o cenário futuro.

Mas como deve ser realizada a análise SWOT? Você precisa identificar cada um desses fatores. Não basta identificar, é preciso analisar os dados obtidos e relacioná-los entre si. Lembre-se que, ao falar em forças e fraquezas, você está falando de questões internas. Ao tratar das oportunidades e ameaças, o ambiente externo precisa ser considerado.

Falar de oportunidades e pontos fracos te permitirá identificar suas limitações, o que te impede de galgar novos degraus. Também cria para você o cenário em que sua empresa atua de forma positiva, o que ela consegue fazer hoje com qualidade. Por sua vez, falar de pontos fortes e ameaças te permite identificar suas vulnerabilidades.

Ao final da análise SWOT você terá uma bagagem importante da atuação e posicionamento do seu negócio. De onde ele está, aonde pode chegar, os obstáculos e as possibilidades que estão disponíveis. É uma ferramenta simples, de fácil aplicação, mas que oferece efetividade.

Análise setorial

Como o próprio nome já diz, esse tipo de análise está relacionado ao segmento da empresa, ao seu âmbito de atuação. Portanto, a análise setorial é a ferramenta que permite à empresa enxergar como anda o seu desempenho nos negócios. Você se debruçará aqui sobre os resultados de um setor, como está a sua lucratividade, em que cenário você está inserido.

Na prática, existe uma ferramenta chamada “as cinco forças de Porter”, que estuda nível de competitividade de um mercado e qual o nível de lucratividade que ele pode alcançar. A ferramenta ajuda o gestor a identificar forças que interferem no nível de competitividade.

Assim, as cinco forças de Porter são: poder de barganha dos clientes, poder de barganha de fornecedores, ameaça de entrada de novos concorrentes, ameaça de produtos/serviços substitutos e rivalidade entre concorrentes.

O gestor deve estudar cada item e, em seguida, determinar os fatores críticos de sucesso. Ou seja, qualificar as atividades que são essenciais para alcançar o sucesso dentro do seu ramo. Nessa etapa, vale levar em consideração o que determina a escolha dos clientes por um produto; o que é necessário para alcançar vantagem competitiva; e ainda o que é necessário para alcançar o sucesso.

Análise de cenários

Conseguir antecipar os cenários futuros oferece à empresa um diferencial, qual seja, se preparar para enfrentar esse cenário. Aí que entra a análise de cenários. Se existe qualquer fator externo capaz de interferir no desempenho do negócio, ele requer que seja feita uma análise de cenários.

Mas quais são esses fatores externos capazes de interferir em um negócio? Fatores econômicos, políticos, culturais, tecnológicos. São muitas as variáveis. E agora que você já sabe quais fatores considerar, vamos a algumas dicas de como realizar essa análise.

Primeiramente, você precisa olhar para o que está fazendo hoje, o presente. Escreva qual o posicionamento de sua empresa agora, onde ela está hoje. Agora, faça uma projeção. Aonde você quer estar daqui a 10, 15 anos? Identifique o que pode afetar essa trajetória e o que é necessário mudar para conquistar o seu objetivo.

A partir daí é que são criados os cenários. Num passo a passo simplificado, você precisa identificar qual o seu foco; quais os fatores atuais capazes de influenciar a conquista desse objetivo foco (forças motrizes); classificar essas forças por ordem de relevância; escolher os cenários; e, afinal, desenvolvê-los.

Mãos à obra

Agora que você já conhece o que é o planejamento estratégico, qual a sua importância e como fazê-lo, é só colocar esse artigo em prática.

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