7 dicas de consumo consciente durante a quarentena
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7 dicas de consumo consciente durante a quarentena

Postado em 3 de Maio de 2020 | por
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Consumo consciente em tempos de Covid-19

Consumo consciente em tempos de Covid-19

Que tal considerarmos a pandemia do coronavírus como mais uma oportunidade de reflexão sobre o nosso consumo? É hora de tirar proveito da nossa própria fragilidade exposta pela crise e adotar hábitos que gerem um impacto mais positivo (ou menos negativo) nas pessoas, na economia e no planeta.

Calamidades fazem parte da história da humanidade desde sempre e representam uma oportunidade para se repensar nosso estilo de vida ou aspectos específicos dele. Foi assim, por exemplo, na crise hídrica vivida pelo Estado de São Paulo entre 2014 e 2016, que levou a uma mudança de comportamentos no consumo de água, alguns se transformando até em hábitos para poupar este recurso.

Autoridades como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde têm alertado: a pandemia só não será mais grave se cada um cuidar de si mesmo, evitando se expor ao vírus. É assim que preservamos a nossa saúde e a dos outros, sobretudo a dos mais vulneráveis, como é o caso de pessoas fragilizadas por doenças ou idosos.

O pensar coletivamente traz oportunidades de reflexão que vão na direção do consumo consciente, para a busca de escolhas com o melhor impacto possível para si próprio, os outros e o meio ambiente.

Veja estas sete dicas selecionadas pelo Instituto Akatu, referência nacional em informação para o consumo consciente:

Em tempos de crise, a pergunta “por que comprar?” se faz extremamente importante. Precisamos de álcool gel, máscaras de proteção e mantimentos para o período de isolamento social? Sim. Nós e todo o resto da população. Mais uma vez, cabe a reflexão sobre o conjunto da sociedade, pois a necessidade por alguns itens de consumo é coletiva. Não se deve, portanto, comprar “para estoque”, dado que o estoque na casa de uns, significará a falta na casa de muitos.

Refletir sobre a quantidade de itens necessários e levar para casa a quantidade que será efetivamente usada em um período curto de tempo é uma forma de consumir com melhor impacto.

Outra maneira de contribuir com o próximo e também com a economia neste período de isolamento social é privilegiar estabelecimentos ou produtores de micro, pequeno e médio porte toda vez que você precisar comprar produtos básicos.

Os motivos para esta preferência são: essas empresas têm maior dificuldade de se financiar em um momento de queda de demanda ou de fechamento do comércio; elas são em grande número; e geram uma enormidade de empregos. Você pode fazer sua parte mantendo junto a elas as compras que tradicionalmente já fazia.

Ao manter a prática de compras em micro, pequenas e médias empresas, seu consumo ajuda a assegurar empregos e a economia funcionando, caracterizando-se como um consumo com melhor impacto.

Quer conhecer outra forma de ajudar? Mantenha certa regularidade nas compras de refeições de restaurantes, especialmente aqueles que não fazem parte de uma rede. A partir do momento que você compra deles usando seus sistemas de delivery, contribui para a sua sobrevivência.

A solidariedade deve ser mais contagiosa que o coronavírus. Aproveite a ida até o pequeno mercado/loja que você já frequenta e faça compras também para seus vizinhos, amigos ou familiares, de modo a evitar a saída sobretudo dos mais idosos e das pessoas vulneráveis ao vírus.

E, sempre que possível, ao invés de se deslocar até esse mercado ou loja, entre em contato com o local, faça sua encomenda e providencie a sua entrega — por meio do próprio sistema do local ou de algum aplicativo. Muitas são as possibilidades de entregas a domicílio que, neste período de crise, traz benefícios para todos os envolvidos.

Algumas pesquisas indicam que o coronavírus sobrevive até três dias em diferentes tipos de superfície, portanto, como mais uma ação de prevenção, crie o hábito de lavar suas sacolas retornáveis, as ecobags, depois de cada uso.​

Se por acaso você sair para fazer compras e utilizar sacolinhas plásticas, ao chegar em casa lave-as também. Os estudos mostram que o vírus pode sobreviver também neste material.

Uma coisa é trabalhar por um propósito, e não apenas pelo lucro, em tempos normais. Outra coisa é se ater a isso quando o mundo está à beira de um colapso econômico. A crise do coronavírus também nos permite perceber quais empresas estão indo além do discurso e de fato agindo em prol de todos os seus stakeholders — empregados, clientes, fornecedores, comunidades locais e sociedade em geral.

O Facebook, por exemplo, criou um programa de subsídios de US$ 100 milhões para apoiar pequenas empresas atingidas pela crise do coronavírus. A Amazon está priorizando a estocagem de produtos básicos e de suprimentos médicos de forma a entregá-los aos clientes rapidamente. Para isso ser viável, a empresa precisa deixar de estocar grandes volumes de outros itens — o que deve ser feito em acordo com outros fornecedores, para não prejudicá-los mais que o necessário.

Espera-se que tais ações se multipliquem em número e valor principalmente em setores, como é o caso do bancário, que auferiram enormes lucros nos últimos anos.

O isolamento social imposto pela pandemia nos convida também a reavaliar as relações de trabalho e o consumo derivado delas. Que tipos de empresas e serviços exigem de fato a presença física de trabalhadores e quais podem existir com seus colaboradores atuando  de forma remota?

Muita gente está trabalhando em casa pela primeira vez e descobrindo que isso realmente funciona. Ou melhor, que isso funciona bem, proporcionando comodidade para as pessoas que não têm que se deslocar e podem gastar esse tempo com a família.

Acompanhamos ainda a substituição de vários deslocamentos por reuniões virtuais. Há, portanto, menos carros nas ruas e menos aviões nos ares. Isso traz uma significativa redução na poluição e na emissão de gases de efeito estufa derivadas do transporte, que contribuem para a saúde de todos e para o combate à Crise Climática — sobretudo se considerado o conjunto de deslocamentos evitados durante um longo período de tempo.

Diante de tantos benefícios, é bom já ir pensando no momento em que a crise do coronavírus passar. Será possível manter esse mesmo sistema de trabalho ou ao menos parte dele?

O que estamos vivendo hoje certamente trará inspiração para a adoção de novos estilos de vida ou hábitos mais saudáveis e sustentáveis, pois já notamos alguns benefícios agora, durante a pandemia do vírus. Sabemos que a mudança de hábito é um processo de longo prazo, mas situações de crise, que envolvem emoções mais intensas, podem funcionar como catalisadores para mudanças futuras.

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